'Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes! E eu acreditava. Acreditava porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis'

12 novembro, 2007

Ficou sangue

odeio-te
porque te foste e me deixaste o nosso sangue a correr nas veias



Largaram-me a mil metros do chão
Largaram-me porque me agarrei
Numa alucinação de vida
Que me enchia o coração
E que agora vejo perdida
Num cair que já não sei


odeio-te
porque não me deste tempo para deixar de te amar





Pego no copo vazio que enche o tempo
e invento que há luz.

Não vês o copo vazio por onde fujo
sem ver?

Quem quer sai!
Quem quer sai!
Lá fora a dor é maior e ninguém quer sair...

Fico no copo vazio onde me lanço,
danço em paz.

Sou como um copo vazio,
ando num resto apagado,
sou como um rasto quebrado,
um rato,
um corpo,
fechado,
parou!




[Letras: Toranja
Fotos: Dr. Joanne]

11 comentários:

Vanessa Silva disse...

Outchhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

(...)

Beijinho*

PJ: disse...

Apaixonante essa emoção, boa escolha!

Abssinto disse...

Muito bom post. Espero que tenhas antes sido um copo de plástico, daqueles de pic-nic, sabes? São quase indestrutíveis!

bj

PostScriptum disse...

Não-corpo vazio, mas corpo-ânsia-desejo. Não existem corpos fechados. Só a chave exacta é necessária...
Beijos.

Andreia Ferreira disse...

Vanessa:
Kiss to you too!

PJ:
Obrigada :)

Abssinto:
De vidro, sempre....... :)

Postscriptum:
Sim, tens razão! Mas as chaves certas são sempre difíceis de encontrar...

Beijinhoss

Por entre o luar disse...

Ho... letra linda esta de toranja...:) como sempre uma boa escolha..

Beijo grande***

MJ disse...

Andreia, só com lenha nova ;)
Acho que só assim, mas acho porque também eu não tenho a fórmula e oh como gostaria :)

Adorei o teu texto para variar :)

Beijinho
Maria João

Maria del Sol disse...

Os Toranja são uns dignos herdeiros da tradição de cantautores dos anos 70 e 80. Goste-se ou não das suas músicas, as letras são um portento! :)

joão marinheiro disse...

Voltei já, aproveito para te ler.
Abraço daqui.

Mateso disse...

copo vazio em corpo fechado. Apenas a forma, o conteúdo está algures na possibilidade impossível de ser agarrado.
Muito bom.
Bjinho.

Tinta no Bolso disse...

as letras que contam aqui, não são certamente as do toranja

essas eclipsam-se

Arquivo do blogue